Hichter era sempre traído pelo desejo que sentia. Ao acordar, nao pensava mais em sua bela esposa de longos cabelos vermelhos, e sim na morena desconhecida frequentadora do bar. Paula. Nos momentos de lucidez, durante seu dia atarefado, tentava com ardor tirar de alguma forma o pensamento em Paula. Ao desocupar por cinco minutos, rapidamente arrumava algo pra fazer e ocupar sua mente fertil. Era uma fertilidade mental despudorada, lasciva. Transformava sua energia de quarentão em broto adolescente, chegando a ter poluções noturnas. Sua esposa, doce e atenciosa, também nao sentia tanto desejo assim pelo marido, embora o amasse. Pois depois de 20 anos de um casamento perfeito, era completamente comum dar uma puladinha de cerca com o jardineiro.
Por muitas vezes não sei o que falar. O que tento é apenas expressar nesse blog o mais puro sentimento em relação aos que me cercam. Vejo o que sinto, processo e mais uma vez, a vida me deixa sem palavras.
7 de abr. de 2026
Paula e Hichter.
Com uma vida dupla, Hichter enveredava-se pelo caminho da vida, muitas vezes sem pensar no que fazia. Ao mesmo tempo que social e familiarmente, tinha uma vida corretíssima, mas tinha desejos incomuns. Sempre ávido por sexo e drogas que pagava com frequencia e muito bem, pagava pelo silêncio alheio.
Certa vez Hichter estava num bar conversando banalidades com um grande amigo quando sua atenção ficou retida numa figura muito bonita que estava atrinta graus de seu angulo de visão. Não quis se prender muito, pois achava que seria extremamente indelicado se o fizesse, mas mesmo assim, fora do seu controle, os olhos fugiam praquela figura languida e linda. Magra e com porte de modelo, andava elegante tomando toda atenção apra ela. Seria mais uma linda garota, se realmente fosse uma garota. Mesmo assim era uma garota. Foi a primeira vez ele a via, sem chamar a atenção da Paula.
Sim, seu nome era Paula Prabello. Mulher pra poucos e de muitos. Muito inteligente e criativa, tinha um gosto apuradíssimo para as artes, mais especificamente para pintura. Tinha um talento nato e sempre praticava com excelencia sua forma de expressão humana. Gostava de pintar sua cor, sua raça, seus negões esverdeados, black-powers psicodélicos.
Ao final da noite, ninguem falou com ninguem, como num ambiente europeu. Apenas olhares trocados e risinhos nos cantos da boca. Hichter foi se drogar, pegou seu carro e foi embora. Na semana subsequente ambos se reencontram na mesma situação. Paula nao quis sair sem que soubesse que Hichter sabia de sua existencia e fez com que casualmente fosse apresentada. Ele assustado com a cantada inesperada, ficou sem muita ação, mesmo assim consegue interagir com sua interlocutora tão ilustre. Sentia um misto de medo e exitação, sem que demosntrasse. Era extremamente discreto, até porque tinha sua esposa, mãe de filhos lindos, dois meninos. Tinha uma responsabilidade enorme com a família que construira e lutou com incansável garra até chegar aos seus objetivos. Tinha uma casa enorme perto do bar que frequentava, sua bat caverna, seu esconderijo. Também tinha um segredo velado.
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