Ao sair pra caminhar, me deparei novamente com minha velha amiga angústia e aproveitei meu tempo calado, fazendo minha caminhada, e me perguntei: será que me perdoei? Sera que tudo que fiz no final da relação foi correto? Porque essas atitudes?
Me deparei com algumas respostas, essas que nunca tinha parado pra pensar, de um outro ângulo, outro ponto de vista.
As respostas saíram com um velho acumulo de angústia, daquelas ancestrais. Vi que todas as minhas atitudes tiveram uma razão de acontecer, que eu era a pura criança abandonada, que desde o fim do ano já sentira que estava pra ser abandonada pelo outro, e que já se sentira abandonada por mim mesmo ha tempos. E um gesto desesperado era a única saída que tinha, contaminando completamente o adulto ausente, expurgando puro sentimento, seja ele qual fosse.
Correto? Não, mas também não se tinha o que fazer, o término já estava fadado pra acontecer desde que eu aceitara o dinheiro emprestado de volta, por decisão dele de oferecer, e que eu, ingenuamente nao percebi que era um teste.
Então, com todas as respostas nítidas em minhas retinas fatigadas, pude me perdoar, perdoar a atitude desesperada da minha Criança Interior, que estava sozinha e abandonada por mim, enquanto eu estava contaminado com as atitudes e sentimentos de magoa, raiva e desespero dele. Eu me perdoei do fundo do meu coração, me fortaleci. Agora, só falta a tristeza sair...
Por muitas vezes não sei o que falar. O que tento é apenas expressar nesse blog o mais puro sentimento em relação aos que me cercam. Vejo o que sinto, processo e mais uma vez, a vida me deixa sem palavras.
31 de mar. de 2015
SOBRE OS PORQUÊS
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