Quando eu era bem jovem, tive a oportunidade de ver um filme antigo na tv, chamado "O retrato de Dorian Grey". Tratava-se da historia do próprio, com toda sua vaidade e desejo de ter uma beleza eterna. Em frente a uma estatueta antiga ele expressa seu desejo, e essa realiza essa vontade. Como uma obra de ficção bem escrita, foi uma das principais obras levadas ao cinema onde Oscar Wide retrata a vaidade e arrogância como algo comum numa sociedade burguesa. Espelho terrível para jovens influenciáveis como a época em que assisti.
Sou dessas pessoas que é completamente contra ao preconceito literário, artístico em geral. Mas agora entendo o porque da existência da censura, que evita algo como a influencia desse tipo de material. Esse filme foi a primeira referencia que tive relacionado ao narcisismo, a arrogância, e a completa falta de respeito ao próximo. Fiz de minha vida uma ficção onde vivi durante anos influenciado por várias dessas referencias como esse filme.
Pensando bem, hoje, fico imaginando e concluindo os porquês dessa influencia tão pungente. Acredito que a solidão que vivia, nos primeiros anos de vida, fizeram com que essa imaginação aflorasse dessa forma, e ansiava arduamente por influencias que tinha acesso.
Os pedantes e ricos dos filmes foram sempre referencia pra mim. Maldade também. Graças a Deus não me tornei um psicopata como Norman Bates, mas na verdade o que aconteceu nesse filme de Alfred Hitchcock, o Norman era pobre.
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