Através de um post no twitter sobre o falecimento de mamãe, um repórter de um jornal do sul, que fazia um levantamento sobre os hospitais públicos no país, me procurou pra uma entrevista. Achei inusitado. Foi legal. Foi diferente. Foi um rapaz gentil e aparentemente atencioso. Curioso e com perguntas pertinentes. Passamos bastante tempo ao telefone e eu pude descrever os acontecidos durante o início da pandemia de coronavirus no país. Percebi que exorcisei alguns demônios enquanto falava. Terminamos a entrevista e pouco tempo depois iniciei meu expediente de trabalho. Não pensei mais no evento. Mas ao término do expediente tive de me deparar com meu cansaço, comigo mesmo, acabei triste. Revirando fotos e olhos.
Por muitas vezes não sei o que falar. O que tento é apenas expressar nesse blog o mais puro sentimento em relação aos que me cercam. Vejo o que sinto, processo e mais uma vez, a vida me deixa sem palavras.
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