2 de jan. de 2020

2020

Pois é, chegou 2020. Nem imaginava que chegaria tão longe, mas estou por aqui pra continuar a historia. Continuarei perturbando até quando não mais permitido. Mas lhe garanto que mesmo perturbando, não incomodo ninguém. Hoje, dia 2 de janeiro, me encontro com 48 anos, brevemente com 49. Tenho as preocupações comuns com minha única pessoa que já está bem idosa, preocupações com o meu futuro, com o futuro das nações, do planeta, da vida.
Infelizmente chegamos num ano que não podemos afirmar que evoluímos como seres humanos. Existem milhares de pessoas que ainda acreditam no atraso, na violência, na escassez, existem até os que acreditam que vivemos num disco e, quando penso que isso existe, me pergunto onde erramos. Será que foi somente na falta da educação básica? Lembro de afirmações de pessoas sábias que tropecei por sorte, talvez em um livro, talvez pessoalmente, que o exemplo é o que realmente educa. Pensando nisso me veio também o dilema do ovo e da galinha e me pergunto fazendo essa comparação: foi falta de educação ou de caráter? O que veio primeiro?
Teorizando conspiratóriamente, cheguei a acreditar que deve existir realmente as 5 famílias milionárias que querem dizimar as pessoas para obter mais recursos, egoisticamente. E ainda conspirando levanto a questão da pandemia que nos assola. O novo coronavirus está dizimando a população terrestre sem pena nem precedentes. Ele ataca principalmente o sistema cardiovascular, inflamando as vias respiratórias. Venho contar minha experiência com o vírus e tenho que relatar que tive sorte, pois sobrei vivo. 
Eu não sabia que doença tava me tomando mas começou com uma tosse muito seca, como se jogassem talco na minha garganta, mas isso aconteceu apenas uma vez e imagino que tenha sido o momento do primeiro contato. A cronologia está correta mas não sei muito bem quanto tempo durou o desenvolvimento da doença no meu organismo, mas sei que já não tinha paladar algumas horas depois. Lembro bem ter reclamado com minha mãe sobre o sabor horrível da comida. A partir daí iniciaram se os piores dias de doença que tenho lembrança. Tive dores corporais, febre mediana e respiração curta por duas semanas, foi tão ruim que lembro de ter pedido ao Divino pra me levar embora. Quando terminaram as dores e a febre, tive uma dor de barriga que durou mais duas semanas.
Meu 2020 continuou piorando, pois não só a pandemia tomou proporções alarmantes mas também a doença de minha amada mãe, durante a pandemia.

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