25 de fev. de 2020

MANHÃ DE CARNAVAL

E foi ao som de Maysa Matarazzo que iniciou o carnaval de 2020. Forma romântica de alguém nada convencional. Era um prostituto sem passar pelas formalidades. Só no segundo dia ficara com 6 homens diferentes, ainda terminou o dia numa suruba. Se meteu com todo tipo de homem, do saradão gentil ao coroa sadomasô, seus pudores eram inexistentes. Ele se chamava Lauro, mas nem precisava chamar, era só mandar uma mensagem e ele ia. Nem lembrava mais do homem anterior quando chegava o próximo. As palavras sentimento, amor, apego, não faziam mais parte do seu vocabulário, até que ele esbarrou em Paulo. Esse mais jovem, não veio pra ficar. Para ele era apenas um Carnaval de ficadas curtas e grandes mudanças, com coração confuso mas cheio de esperança. Pronunciou a palavra Castanha (Coroa) pra Lauro que fica curioso com um termo tão específico. E assim se conheceram num aplicativo.
Se viram no primeiro dia, ficaram juntos e sorriram, e transaram e conversaram até depois da hora. Lauro pensava.
O castanha teve um aperto do caju. O caju só foi ele mesmo. O castanha repensou.
Último dia de carnaval, vamos sair a três? "Eu sou ativo, você também. Podemos arrumar um passivo disposto." E com grande safadeza chega Sérgio formando uma tripa.

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